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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Memória: JOAQUIM CAETANO DA SILVA (1810-1873)



Médico, geógrafo, professor, diplomata e publicista gaúcho, JOAQUIM CAETANO DA SILVA nasceu em Jaguarão (RS) em 2 de setembro de 1810 e faleceu em Niterói (RJ) em 28 de fevereiro de 1873.. Suas pesquisas de geografia e história incluídas na obra L’Oyapok et l’Amazone foram fundamentais para a defesa do Barão do Rio Branco, do Contestado Franco-Brasileiro (V) em que a parte do Amapá, do Oiapoque até a região do Araguari, foi disputada pela França. É o patrono da cadeira nº 19, por escolha do fundador Alcindo Guanaraba, do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil.

Filho de Antonio José da Silva e Ana Maria Floresbina. Concluiu, na França, seus estudos de Humanidades e graduou-se em Medicina, em 1837, pela Faculdade de Montpellier. Em 1838, de regresso ao Brasil, é nomeado professor de português, retórica e grego do Colégio Pedro II, do qual também foi reitor. Leu, em 1851, no Instituto Histórico, do qual era sócio, e em presença do Imperador, a sua Memória sobre os Limites do Brasil com a Guiana Francesa.

Em  14 de novembro.de 1851 foi nomeado Encarregado de Negócios do Brasil na Holanda e, em 1854, cônsul-geral no mesmo país. Em 1853 conduziu, em Haia, as negociações para o ajuste de limites com a colônia de Suriname, questão resolvida muito mais tarde, pelos tratados de Rio Branco e Palm, em 1906.

Em 1861 publicou, em Paris, a magistral obra intitulada L’Oyapok et l’Amazone, na qual aprofundou as idéias exaradas nas Memórias de 1851, deixando definidos os direitos do Brasil ao território que lhe disputava a França e que se chamava O Contestado do Amapá, trabalho do qual muito se valeu o barão do Rio Branco para a vitória que obteve para o Brasil.            Foi ainda diretor do Arquivo Nacional e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Obras: Fragment d’une mémoire sur la chute dês corps (Montpellier, 1836); Quelques Idées de philosophie médicale. (tese que obteve o grau de medicina em Montpellier, 1837), Memórias sobre os limites do Brasil com a Guiana Francesa. (Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, nº 20, tomo XIV, 1851), L’Oyapok et l’Amazone (Paris, 2 volumes, 1861) e Questões Americanas (Revista do Ihstituto Histórico e Geográfico Brasileiro, tomo 26, 1863).

Às 8 horas de 17 de outubro de 1953, atracam no Trapiche Eliezer Levy, os navios Beberibe e Bracuhi, da Marinha do Brasil, trazendo três urnas mortuárias, um,a cm os restos mortais de Joaquim Caetano da Silva, e do professor de Educação Fisica e chefe escoteiro (o primeiro do Amapá) Dário Cordeiro Jassé. A terceira urna continha terras do município gaúcho de Jaguarão, terra natal de Joaquim Caetano da Silva. A intenção do governador Janary Nunes era a construção de um Monumento em frente ao Cemitério de Nossa Senhora da Conceição (mesmo local onde foi construída a Catedral de São José), onde seria enterrado o célebre geógrafo gaúcho.


 Nota: O monumento não foi construído, o local deu lutar à nova catedral de São José, e os restos mortais de Joaquim Caetano continuam na mesma urna, na reserva técnica do 
Museu Histórico que tem seu nome.

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