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terça-feira, 9 de agosto de 2016

WALDEMIRO GOMES (1895-1981)



Cientista, escritor e jornalista paraense, seu nome completo era WALDEMIRO DE OLIVEIRA GOMES. Nasceu em 4 de dezembro de 1895 em Belém, e faleceu em 21 de agosto de 1981 em Macapá (Amapá). Fez seus estudos em Portugal e diplomou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, especializando-se em Botânica Médica, Parasitologia, Química e Física Médica. Em 1916, com apenas 21 anos, passa a assessorar o médico Gaspar Vianna, no Laboratório de Histologia e Quimica Bacteriológica do Rio de Janeiro. Com a morte de Gaspar, viaja para Portugal com seus pais e frequenta escolas lusas, obtendo certificados especializados de Antropologia Cientifica e Fisiológica, Agricultura, Sericultura, Apicultura, Extração de Principios Ativos Vegetais e Histologia dos Vegetais.

Participou do III Congresso Sul-Americano de Química, realizado no Rio de Janeiro, apresentando trabalhos referentes aos timbós e produtos ictiotóxicos, recebendo menção honrosa, aprovada por unanimidade dos congressistas. Em 1916 assume a presidência da Companhia Nipônica do Plantio do Brasil; em 1917 funda o Laboratório WOG, com as iniciais de seu nome, em sociedade com o médico e biólogo Benedito de Sá, que participa de uma das equipes municiais formada pelo médico Inácio Castro, para atendimento ao SOS do governo norte-americano para obtenção de produtos da flora amazônica destinados às doenças tropicais nos EUA.  Produziu, no Laboratório WOG, concentrados xaroposos de frutas da Amazonia, ressaltando o do buriti e tucumã pelo maior teor de vitaminas que contém. Possuia um mostruário elucidativo das doses do guaraná, da fabricação de refrigerantes e obtenção do amido extraído de árvores produtoras de fibra. Possuia também um mostruário de ampolas de óleo canforado, preparado com puríssimo óleo de patuá.

Foi o primeiro no Brasil a industrializar a cafeína extraída da fuligem das chaminés  de torrefação de café. Foi autor de planta se projetos para construção de balneários em Portugal. Diretor e contabilista de vários hotéis. Retornando ao Pará, foi assistente particular de Paul Le Coint, diretor da Escla de Química do antigo Museu Comercial do Pará. Novamente com Benedito Sá foi o primeiro no Norte  do Brasil a fabricar anódios de ferro para soldagem. Foi também o primeiro a fabricar livros de borracha.

Chegou ao Amapá em 1935,. conseguindo, através de decreto presidencial, licença para explorar cassiterita, tantalita e columbita. Em Macapá foi autor do primeiro mapa assinalando a ocorrência de minérios na região do Amapari, catalogando 79 igarapés, trabalho esse executado em dois anos, sem qualquer ajuda de terceiros. A Companhia de Mineração, montada em 1935 no Amapá, chegou a movimentar 200 garimpeiros, mas teve de desativá-la por terem sido sabotadas e destruídas suas máquinas e aparelhos. Foi obrigado a vender todos os haveres da companhia, inclusive a concessão do terreno às margens do rio Amapari, organizando em seu lugar um modelar aviário.

Já na fase territorial, recebeu convite do governador do Amapá para orientar a montagem de um museu industrial em Macapá, assumindo a superintendência do Museu Joaquim Caetano da Silva, onde organizou mostruários de madeiras, minerais, fibras e óleos industriais. (Ver Museus). Em 17 de setembro de 1951, por decreto publica no Diario Oficial da União, o Governo Federal aprova relatório de pesquisa feito pelo governador Waldemiro Gomes na região do Cupixi, sobre o estanho. Ver “A Provincia do Pará”, de 18 de setembro de 1951.

Com a implantação do Museu Industrial, que estava localizado na Av. FAB, proximo à Igreja Batista de Macapá, enriqueceu o museu com todo material de suas pesquisas, explorada sno Laboratório WO, sobre Genética das plantas medicinais e estudos dos minerais. Seus ultimos dias foram passados neste museu, quando estava localziado no Macapá Hotel. Em 26 de maio de 1970, pelo decret nº 22, é criado o Museu Joaquim Caetan da Silva, sendo seu primeiro diretor o cientista Waldemiro Gomes.


Em 25 de abril de 1978, o Centro Alemão de Pesquisa do Cancer manifesta interesse nos trabalhos desenvolvidos pel professor Waldemiro Gomes com o pinhão branco, empregado no tratamento do cancer de pele. A equipe que trabalhava com Waldemiro se espantava ao ver aquele senhor de cabelos brancos, trabalhando sem parar, sempre em companhia de seus poucos auxiliares de confiança. Waldemiro Gomes faleceu em Macapá em 1981, aos 87 anos.

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