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quinta-feira, 28 de julho de 2016

A Expedição de ALEXANDRE RODRIGUES FERREIRA



Memória
A EXPEDIÇÃO DE ALEXANDRE RODRIGUES FERREIRA

Viajante e naturalista brasileiro, ALEXANDRE RODRIGUES FERREIRA nasceu na Bahia em 27 de abril de 1756, e faleceu em Lisboa, em 23 de abril de 1815. Recebeu ordens religiosas menores na Bahia mas não prosseguiu na vocação eclesiástica, indo para Coimbra (Portugal) onde se doutorou em filosofia em 1799. Em 1º de setembro de 1783 parte de Lisboa, encarregado pela raínha D. Maria I, de uma exploração cientifica no Brasil. Chega ao Pará em 21 de outubro, iniciando sua viagem por várias vilas da Amazonia Setentrional, entre elas Macapá e Mazagão, pelas capitanias do Rio Negro (Amazonas).

A pesquisa, de 1783 a 1792, durou nove anos. Em 24 de abril de 1792 remete, para o Reino, a preciosa coleção que recolheu milhares de exemplares de animais empalhados, herbários, minerais e fósseis, acompanhados de gravuras e desenhos. Na realidade, Ferreira escreveu cerca de 60 obras de grande interesse para os estudiosos de zoologia, botânica, mineralogia e etnografia. Tudo esse acervo porém, foi confiscado quando da ocupação francesa em Portugal (juno de 1808), a pedido de Etienne Geogfroy de Saint-Hilaire, e enviado pelo marechal Junot ao museu de Paris.


Mais tarde, a coleção foi restituida ao governo português, passando, em seguida, para o Brasil, sob a guarda da Biblioteca Nacional. O Diário da expedição foi publicado pela Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Durante cerca de dois séculos permaneceu inédita a “Viagem Filosófica às Capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá”, cuja publicação foi, afinal, empreendida em 1972, pelo Conselho Federal de Cultura. Como compensação desses serviços, recebeu o naturalista o “Hábito de Cristo” e um emprego vitalicio de Oficial da Secretaria da Marinha. Impedido de continuar sua tarefa de cientista, pleiteou um emprego no Brasil, no que deixou de ser atendido, vindo a falecer pobre e esquecido, longe da pátria.

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